DH Urbano, de volta ao horário nobre

Antes de mais nada queremos dar uma pequena explicação. Desde o ano de 2006 estivemos fora da cobertura do DH Urbano de Santos, justamente após a fatal prova noturna dos 300 inscritos. O DHBrasil é feito pelos seus leitores e, portanto, tem que, adicionando nossa opinião é claro, refletir a voz destes. Somos o site mais acessado da modalidade justamente por dividir o caminhão do resgate com a galera, por passar os mesmos apertos que todos passam, enfim por sermos mais um biker na pista.
 Fernando Arata
(sem palavras, apenas admirem)

 
Destes dois anos para cá estamos sempre de ouvidos e olhos abertos para este evento, e chegamos num concenso entre nós que era hora de voltar. Um evento que, mesmo com os percausos de se tocar provas de DH no Brasil, conseguiu chegar no ao vivo da maior emissora de TV do país. Por mais que tenhamos simpatizantes e impatizantes, devemos nos respeitar e manter o nível. Enfim, voltamos!
 
Provas dentro de provas
 
Sábado é dia de inumeras batalhas para os inscritos. Seja ela pessoal com seu próprio cronômetro, entre categorias ou ainda na briga para disputar a super final do domingo, a rotina do sábado é bondinho-escadaria-monitor de tv-bondinho.
 Fernando Arata

Momento artístico-reflexivo-intrinsico-do-ego no DHU

Isto porque não existe um máximo de descidas válidas, o limite é do piloto mesmo. O sistema de cronometragem é o mesmo adotado em corridas de rua, onde um chip é instalado na Bike e, ao se passar por um tapete o tempo é marcado. Para que todo mundo acompanhe a situação de cada categoria (e também a sua propria descida) foi montado uma área de pilotos com uma TV de 42 polegadas que ficava exibindo as últimas descidas feitas. A adoção deste sistema torna a prova um qualify de fórmula 1 : é um olho no peixe e outro no gato.
 
E para apimentar mais as descidas uma fina garoa parou sobre Santos desde os primeiros momentos da manhã. A chuva sempre é um agravante numa prova que acontece em cima de concreto, ainda mais com o spray da garoa que deixa qualquer lixa lisa.
 
Cair não é uma opção
 
Desde o terceiro ano da prova, quando ela realmente caiu no gosto dos pilotos, as quedas tem sido o fantasma que ronda o Mont Serrat. Já tivemos uma boa pancada de cabeça do equatoriano Mario Jarrin, uma perna detonada do paulista Thiago Boaretto e esse ano não foi diferente. Com a notoriedade que uma vitória dessas pode trazer ao currículo de um atleta de DH todo mundo veio pra morte. E o carioca Robert Sgarbi sofreu o primeiro (e mais grave) acidente desta prova. Numa das descidas durante o qualify do sábado Sgarbi, já classificado para a final do domingo por ter dos dez melhores tempos do dia, chegou rápido demais na parcial do meio da pista. Obrigado a fazer uma brusca freada para a curva que vinha a seguir sua roda dianteira escorregou num vinco diagonal que havia na pista. Resultado : a frente escapou e o carioca parou de cabeça num postinho de sustentação do corrimão que há por toda a escadaria. Soubemos no dia seguinte que Robert só começou a reconhecer o pessoal novamente no meio da madrugada daquele mesmo dia. Mérito da equipe de socorro, que esteve sempre a postos para todas as eventualidades.
 Desconhecido

Filma EU!!

Uma das boas medidas que foram tomadas desde a fatídica prova de 2006 foi limitar o número de inscrições. Ponto para Tome, como o resgate um problema aqui, manter um grid de largada deste tamanho é pra lá de saudável, aliás uma das premissas para uma boa prova.
 
Bem amigos da Rede Globo
 
Domingo foi o dia do Glamourt de uma prova televisionada pela maior emissora de TV do país. Momento muito especial para o DHBrasil e seus leitores, pois estávamos representados na figura do comentarista da prova. Bom, o que eu posso dizer, além do que vocês já viram pela TV, é que em momento nenhum fui pressionado a dizer ou a não dizer algo. Entrei tranquilo para a transmissão e ainda com o aval do Lacombe (o narrador da prova) para interrompê-lo sempre que achasse necessário e dizer o que eu achasse cabível para o momento. Brinquei com o os responsáveis pelo evento dentro do Esporte Espetacular que meu termômetro foi a ausência de broncas dadas no ponto eletrônico que estava na minha orelha.
 César Matono

Walace Miranda, fora dos padrões da Elite


 
O que também não foi ao ar foi a cifrada disputa entre os 22 que vieram para as finais do domingo. Uma coisa interessante foi que dois pilotos dos que subiram para domingo não esperavam avançar de fase. Marcos Marra e Danilo Dadá herdaram as vagas liberadas por Robert Sgarbi e um outro piloto que cedeu seu lugar para ser o câmera que seguiria os pilotos de perto na transmissão.
 
Outra imagem que foi apenas citada na transmissão foi a queda do gaúcho apaulistado Djone Fornari, que bateu forte com a lateral do corpo no chão. Não sabemos exatamente como foi a queda, só sabemos que o ele está muito machucado, com um grande hematoma debaixo do braço direito e que nem ele, nem sua companheira de equipe Luana Oliveira puderam correr o Val Paraiso no Chile, que está acontecendo neste final de semana.
E a prova principal? Essa é melhor vocês mesmo assistirem nos vídeos abaixo.
 






E até 2010
 
Acho que a página virou. Por mais magoas que possamos ter da Time e do Sr. Marcelo Coelho, temos que dar o braço a torcer e louvar o fato de que mesmo contra uma vasta lista de pessoas contra ele não só persistiu como reabriu uma porta que havia sido fechada desde o fim do 4X da Globo.
 
Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de falar em rede nacional e também pela forma com que fui tratado neste último fim de semana. Espero poder fazer o mesmo no ano que vem. Nos vemos lá!
 
Resultados e Fotos
 

Para consultar seu resultado clique AQUI.
Veja também os álbuns de Fernando Arata e César Matono (sábado e domingo)


Data: 20:22:01 - 22/02/2009
Autor: Raul Chavarria
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